Talvez você ainda não tenha ouvido falar em biofilia, mas com certeza já ouviu falar em qualidade de vida, nos benefícios que a natureza nos traz e como ela é capaz de recarregar nossas energias.
Pois é, a biofilia nada mais é do que nossa tendência natural a amar tudo que é vivo (bio =vida, philia=amor). Sua origem está lá nos nossos ancestrais homens da caverna, por isso está presente no nosso DNA e nos faz querer buscar uma reconexão com a natureza, nos fazendo “relembrar” daqueles velhos tempos e assim nos sentirmos mais “em casa”.

Marina One Singapura
Ingenhoven Arquitetos | Paisagismo Gustafson Porter + Bowman
Imagem: foto HGEsch; site Archidaily Brasil
E isso faz muito sentido! A humanidade passou 95% de sua história evolutiva envolta pelo ambiente natural. Estamos programados para responder aos estímulos da natureza e com ela conviver.
A migração para as cidades só ocorreu nos últimos 200 anos, pós revolução industrial e nossos corpos e mentes não foram capazes de se adaptar a uma mudança tão drástica em nossos ambientes em tão pouco tempo. No Brasil, por exemplo, a população deixou de ser predominantemente rural apenas nas décadas 1960/70. Pouco tempo atrás, não é?
Essa nova forma de viver em tempos modernos, esse novo ambiente que não é natural à nossa espécie trouxe consigo níveis mais elevados de estresse, crimes, doenças psicológicas e também níveis mais baixos de produtividade e aprendizagem.
É aí que o design biofílico entra! Quando trazemos a natureza para os espaços construídos pelo homem moderno, resgatamos a nossa essência natural e começamos a desfrutar de seus muitos benefícios em nossas vidas. Como nosso corpo está acostumado ao ambiente natural, ele reage positivamente aos estímulos, reduzindo a pressão arterial, a freqüência cardíaca, o hormônio do estresse e aumenta a imunidade e a sensação de bem-estar, promovendo saúde física e emocional.

One Beverly Hills em Los Angeles
Norman Foster Arquitetos | Paisagismo Mark Rios
Imagem: DBOX for Alagem Capital Group
Para nos reconectarmos com a natureza, podemos adotar o design biofílico em nossas vidas, seja em casa, no escritório ou até mesmo em restaurantes, lojas e centros comerciais. Os jardins, as plantas em vasos, a presença dos pets, as paredes verdes, plantas suspensas, jardineiras sobre lajes são alguns dos recursos, mas eles não param por aí. Imagens com cenas da natureza também funcionam e provocam reações positivas em nosso cérebro. Iluminação natural, ventilação de ar natural, aromatizantes de ambientes com óleos essenciais de cores e sons do canto de pássaros, por exemplo, também trazem a natureza para dentro. Vistas amplas para o ambiente externo, materiais naturais como a madeira e a pedra, desenhos que mimetizam elementos da natureza e até a presença da água e do fogo nos remetem ao nosso habitat original.
A ciência já comprova os efeitos positivos da biofilia, mas quando os espaços humanos aderem ao design biofílico, nós podemos sentir os seus benefícios na própria pele, pela própria experiência. É só começar e conferir!

Cidade Matarazzo São Paulo
Jean Nouvel Arquitetos | Paisagismo Louis Benech e Benedito Abbud
Imagem: Cidade Matarazzo
Quer aprender mais sobre Design Biofílico? Confira a palesta online feita pela paisagista Flávia D’Urso, disponível na Loja do Papo de Paisagista.
Amo ler matérias como estás…como a biofilia…que agora esta entranhando em nossa vida em nosso consciente. ..mais dos que oportuno é previdencial …diante do atual momento de saúde mundial. Nos trazendo às origens….ao divino à mãe natureza…à realidade. O verde faz parte de nós. .como .o ar que respiramos. ..a tranqulidade que nos transmite a calma que precisamos pra ser um ser humano completo e perfeito…herança do divino da espiritualidade…que temos q tbem deixar pra nossos ascendentes….
Perfeito Nairly! A natureza cura, reabastece! Obrigada pelo comentário, um abraço!
Maravilha!
Estou aos poucos tentando integrar elementos naturais nos espaços da minha casa.
Muito valiosas as dicas!
Que bom que você já está no caminho biofílico Gislaine! Obrigada pelo comentário, um abraço!