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Casa alugada, sim. Sem graça, jamais! A diferença que a decoração faz em um ambiente | Open House com Giovana Suarez e Westwing

Fotos: Arquivo pessoal / Reprodução

Uma casa alugada pode ter personalidade do chão ao teto? O Open House de hoje mostra que, com certeza, sim! Fui conhecer a casa de Giovana Suarez, a Gil, que vive com o marido, as duas filhas e dois cachorros em um imóvel de 300m². Sem reformas estruturais ou grandes interferências, ela transformou os ambientes por meio da decoração, dos tecidos, das cores e, principalmente, de um olhar muito próprio para misturar referências.

A visita ficou ainda mais especial com a participação da Westwing, uma marca que acompanho e admiro há muitos anos. Gosto da maneira como sua curadoria aproxima design e afeto, mostrando que decorar não é apenas escolher objetos, mas construir uma casa na qual realmente temos prazer de viver.

Personalidade sem quebra-quebra

Gil mora nesta casa há cerca de um ano. Como o imóvel é alugado e a família ainda avalia se deseja comprá-lo, a decisão foi evitar alterações definitivas. A arquitetura permaneceu praticamente intacta, enquanto tapetes, almofadas, móveis, plantas, quadros e coleções assumiram o papel de transformar os espaços.

O resultado é especialmente interessante para quem mora de aluguel. Em vez de tratar a casa como um endereço provisório, Gil encontrou soluções que criam identidade sem depender de obras e que, se necessário, poderão acompanhá-la em uma próxima mudança.

Sua decoração parte de uma linguagem maximalista, com referências vintage, peças garimpadas e um toque boho. Não há preocupação em fazer tudo pertencer ao mesmo estilo ou à mesma época. A unidade vem justamente da liberdade com que estampas, materiais, lembranças de viagens e objetos inesperados aparecem juntos.

Móveis antigos em novas composições

Boa parte do mobiliário veio da casa da avó do marido de Gil. Eram peças que estavam guardadas e, em alguns casos, precisavam de novos estofados e pequenos reparos. Com um olhar atento, ela reconheceu o potencial de bancos, cadeiras, tapetes e cômodas que poderiam facilmente ter sido esquecidos.

Alguns móveis foram mantidos praticamente como encontrados. Outros receberam tecidos marcantes e passaram a participar de composições mais contemporâneas. A cômoda de madeira da sala, por exemplo, funciona quase como uma obra de arte, enquanto as cadeiras estofadas mostram como uma troca de tecido pode devolver presença a uma peça antiga.

Os objetos adquiridos em viagens seguem a mesma lógica. Tapetes e capas de pufes trazidos do Marrocos convivem com porcelanas, copos garimpados, peças de família e itens atuais. Nada parece ter sido escolhido para completar um conjunto. A casa cresce aos poucos, a partir dos encontros de Gil com aquilo que desperta seu interesse.

A influência que vem de casa

A mãe de Gil é uma presença importante em todo o projeto. Foi com ela que surgiu o interesse pela decoração e também essa facilidade para combinar estampas, cores e objetos de diferentes origens. Embora não trabalhe profissionalmente na área, ela participa de muitas das ideias que aparecem pela casa.

Um dos exemplos está na série de quadros botânicos da sala. As duas retiraram as imagens de um livro, aproveitaram sobras de papel de parede e criaram uma composição com molduras internas e externas. O resultado tem aparência de coleção antiga, mas nasceu de uma solução simples e inteiramente feita por elas.

A mãe também sugeriu proteger leques dentro de caixas de acrílico, transformando objetos que antes ficavam soltos em elementos de destaque. Já o pai é quem ajuda a instalar os pratos reunidos em viagens, feiras e garimpos, formando uma parede que continua em construção.

Camadas que transformam os ambientes

Os tapetes aparecem em diferentes pontos das salas e até nas áreas de passagem. Além de esconder marcas do piso original, eles delimitam usos, acrescentam cor e ajudam a criar uma atmosfera mais acolhedora. As almofadas reforçam as misturas de estampas, enquanto plantas, flores e luminárias tornam cada canto mais próximo da rotina da família.

No lavabo, a mudança aconteceu sem qualquer obra. O espelho que Gil já possuía foi instalado sobre o modelo existente, criando uma sobreposição pouco convencional. Pedras, uma antiga peça de escalda-pés e pequenos objetos completam o ambiente e desviam o olhar dos elementos que não poderiam ser alterados.

Na sala de jantar, pratos decorativos, leques emoldurados e uma coleção variada de copos mostram que superfícies e paredes não precisam ser preenchidas de uma única vez. Parte do charme está justamente em permitir que as composições permaneçam abertas a novas descobertas.

Uma casa feita para ser vivida agora

A possibilidade de comprar o imóvel ainda está em estudo. Se isso acontecer, Gil já imagina mudanças na cozinha, nos banheiros e em alguns revestimentos. Mas a casa não ficou esperando por essa decisão para ganhar identidade.

Esse talvez seja o ponto mais interessante da visita: morar de aluguel não precisa significar viver em ambientes neutros ou impessoais. Muitas vezes, são justamente os elementos que podem ser levados conosco, como um móvel recuperado, um tapete, uma coleção ou uma boa combinação de tecidos, que fazem um endereço realmente parecer casa.

Para celebrar o encontro, levamos almofadas da collab Marina Bitu por Westwing Collection, lançada em maio. Com o conceito corpo, casa e território”, a coleção reúne tapetes e almofadas inspirados na memória afetiva e marca a entrada de Marina Bitu no universo da decoração. As peças encontraram imediatamente seu lugar entre as cores e estampas da casa de Gil!

No vídeo completo, mostro todos esses detalhes e muitas ideias capazes de transformar um imóvel sem reformas estruturais. Vale a pena assistir ao Open House e descobrir como a decoração pode mudar por completo a maneira como vivemos um espaço. É só apertar o PLAY!

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